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​Plantio de seringueira é novo atrativo do setor florestal em Mato Grosso do Sul

Portal do MS | 19 de Março de 2019
​Plantio de seringueira é novo atrativo do setor florestal em Mato Grosso do Sul

      Campo Grande (MS) – Estudo para a reestruturação da cadeia da borracha em Mato Grosso do Sul realizado de julho a setembro de 2018 pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro) revela que a heveicultura (plantio de seringueira para a produção de borracha) desponta como uma atividade econômica sustentável, com grande capacidade de expansão, rendimento e geração de emprego e renda, tanto para o setor empresarial, quanto para a agricultura familiar em MS. 

      Dados do IBGE revelam que a área plantada com seringueira cresceu 1,2% em 2016, sendo o Mato Grosso do Sul, o Estado que apresentou a maior taxa média de crescimento anual nos últimos cinco anos, 14,5% ao ano, seguido de Goiás (11,9% a.a.) e Minas Gerais (9,1% a.a.). São Paulo, maior produtor nacional de borracha, apresentou taxa média de crescimento, de 3,7% ao ano, no mesmo período, sendo a média nacional de 3,1%.

      “Mato Grosso do Sul conta atualmente com 22.648 hectares de seringueira, distribuídos por 243 propriedades em 29 municípios. Nosso diagnóstico demonstra que a heveicultura é uma atividade que necessita da atenção do Governo e do setor produtivo devido ao potencial de geração de emprego e renda. É uma opção para a diversificação de produção nas propriedades rurais. Por isso, a estruturação do setor é necessária”, comenta o secretário da Semagro, Jaime Verruck.

      Atualmente, as propriedades com plantio de seringueira concentram-se, principalmente, na região Leste do Estado, com destaque para a participação dos municípios de Cassilândia e Aparecida do Taboado, que juntos respondem a 47,69% da área implantada no Estado. A maioria dos seringais, 85,53% do total, encontra-se em fase de crescimento e formação, com idades entre um e seis anos.

      Fatores climáticos, favoráveis ao desenvolvimento da seringueira, como precipitação, umidade relativa do ar e temperatura, justificam a concentração dos plantios na Costa Leste do Estado. Além disso, há a proximidade com os principais polos produtivos do País, como São Paulo, Goiás e Bahia. Mato Grosso do Sul apresenta ainda, benefícios em relação ao preço de aquisição da terra, se comparado ao Estado de São Paulo, que atualmente possui a maior área com seringueira do País.

      Segundo dados da Conab, em 2006 havia aproximadamente 600 mil árvores de seringueira em Mato Grosso do Sul, o que equivale a 1,2 mil hectares de área plantada. De acordo com o diagnóstico da Semagro, com a alta dos preços observada no início desta década, ocorreu o estímulo para o aumento da área plantada no Estado. Atualmente, estima-se o cultivo de 11.268.355 árvores nos 22.648 hectares levantados no Estado, em comparação com os dados apresentados pela Conab, foram acrescentados até o momento, mais de 10,5 milhões de plantas, ocupando uma área 1.800 vezes maior, que a destinada à cultura em 2006.

      A maioria dos seringais (85,53%), encontra-se em fase de crescimento e formação, com idades entre um e seis anos. Se bem manejados, e em condições ideais de cultivo, nos próximos oito anos estima-se um aumento de 690% no número de plantas aptas à extração, em comparação com os dados de 2018.  Em relação ao total de plantas levantado, o incremento anual, até o ano de 2026, varia entre 2,22% e 15,55%.

      O diagnóstico do Governo do Estado foi apresentado e debatido nos dias 11 e 12 de março por um grupo de trabalho que reuniu a Semagro,  Federação das Indústrias de MS (Fiems) e Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul). A proposta é trabalhar no planejamento de curto, médio e longo prazo, da cadeia da seringueira em Mato Grosso do Sul. “Nosso objetivo é incentivar a produção da borracha no Estado. Já existe um polo da borracha na região de Cassilândia e Paranaíba, que visitamos no ano passado”, lembra o titular da Semagro.

      No encontro do Governo com o setor produtivo para debater o assunto, o presidente da Fiems, Sérgio Longen afirmou que a produção de borracha no Estado “precisa de um estímulo e de uma readequação porque novas tecnologias foram pesquisadas e colocadas à disposição dos produtores. Por isso, precisamos reestruturar um projeto que vai desde o incentivo da produção, passando por tecnologia e inovação até a industrialização desse produto”, afirmou.

      Ele acrescentou que já existem empresas interessadas em se instalar em Mato Grosso do Sul, de olho no pode ser produzido e colhido nos próximos anos aqui no Estado. “A gente precisa fomentar isso, mas de forma organizada e, por isso, estamos realizando esse encontro para buscarmos informações técnicas que vão subsídio a todas as fases da produção até a industrialização. A intenção é desenvolvermos um projeto moderno e arrojado para a cadeia da borracha”, finalizou.

 

 

 

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Heller
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